quarta-feira, 11 de novembro de 2009

Vizinho de Cima






Por falar no Vizinho de Cima, recebi a triste notícia de que ele vendeu o apartamento e em breve vai se mudar. Naquele momento, uma lágrima rolou delicadamente do meu olho esquerdo...




terça-feira, 10 de novembro de 2009






E o vencedor do concurso de sapateado levou o troféu, mas perdeu o coração da moça. C'est la vie...

segunda-feira, 9 de novembro de 2009

Mi casa, su casa. NOT!






Pois é. Tem uma lagartixa morando na despensa aqui de casa. Descobri sábado: abri o armário e a criatura quase caiu em cima de mim, estava pregada na parte interna da porta. Hoje aconteceu a mesma coisa, só que despencou de mais alto, por pouco não bateu em mim. Correu para baixo da despensa.





Tá, eu sei que elas são inofensivas, são úteis porque comem mosquitos blablablá, mas eu grito, fazer o quê? É maior do que eu e com um agravante: não dá pra matar. Com barata eu grito do mesmo jeito, mas saio com um chinelo na mão e mato. Gritando e matando, não fica uma. Com lagartixa não dá. Além do mais, não tem mosquito aqui em casa, vigésimo terceiro andar, logo, não há motivo para a criatura estar residindo na minha cozinha. É a primeira vez que acontece. É uma lagartixa infante, meio esverdeada e deve ser gelada, muito gelada... E como ela está debaixo da despensa e não mais dentro, hoje é dia de dormir de porta fechada. Rá. Já pensou se acordo no meio da noite com aquelas ventosinhas subindo perna acima? Infarto na hora.

Pode parecer besteira uma pessoa que já enfrentou procelas em seu furor ter medo de uma reles lagartixa teenager, mas é maior do que eu. Medo atávico, sabe como é? Instinto de sobrevivência, aquela coisa dos nossos ancestrais que fugiam dos dinossauros.





Tudo primo.





Vergonha nenhuma de confessar. E antes que venham dizer que se fosse de outra coisa eu nem corria nem gritava, vou logo adiantando o serviço: gritar nunca não, mas já corri. Vergonha nenhuma de confessar.






Exatamente assim.

domingo, 8 de novembro de 2009

Fernanda Young na Playboy



(Clique nas imagens para ampliá-las)





Eu acho Fernanda Young uma mulher bonita. Nunca assisti ao seu programa Irritando não-sei-o-que-lá, e das coisas que ela escreve, li uns dois textos produzidos para uma revista dessas que dão dicas de como a mulher deve proceder para arrumar um macho marido. Não achei grande coisa, com certeza já li bem piores, mas também não é o caso aqui falar dos dotes literários da moça, uma vez que o assunto da hora é o seu ensaio fotográfico na Playboy. Não sei o que os rapazes vão achar, mas eu gostei das fotos que vi.








Numa entrevista, FY disse que ia pedir para pegarem leve no photoshop, tirando só as estrias, resultado de três gravidezes, e algumas cicatrizes. Massa, real woman, né?





Eu não vi ainda as fotos do recheio, mas tirando por essa aí de cima, dá para notar que o pessoal continua errando a mão nos retoques. Essa cinturinha está meio desproporcional ou é impressão minha?


Update: Gente, estou aqui chocada com os comentários masculinos que li n'O Globo! Ainda bem que a maioria dos homens com quem convivo definitivamente não pensa assim. É cada comentário imbecil que, putz, dá nojo. Às vezes é estarrecedor observar o senso comum...

terça-feira, 3 de novembro de 2009






Certas situações se insinuam tão sorrateiramente e se aboletam na nossa vida de modo que sequer percebemos o quanto não é natural viver com o peso do mundo inteiro nas costas: a gente acorda cansado, sem saber ao certo o que incomoda, mas também sem ânimo algum para cascavilhar motivos, entorpecimento que mais parece resultar de mandinga, reza braba ou coisa feita, o que vem a dar exatamente no mesmo. E assim a gente segue naquele fazer o quê? que é a constatação do que de mais óbvio existe na face da terra: a vida é isso mesmo. E você só se dá conta quando, num inesperado rasgo de lucidez temperado com uma pitada de doidice e falta do que perder, sapeca um basta bem redondo na cara do que te esmaga e muda a lógica da expropriação de si mesmo. Depois do espanto, a vida começa a seguir com a serenidade e a leveza que há muito tinham sido esquecidas.

segunda-feira, 2 de novembro de 2009

Fundação






Saudade é rio de longas deságuas e elas sempre sabem para onde nos levam... Hoje é dia de lembrar de uma figueira, de um cachorro perdigueiro com nome de rei, de almofadas e penumbra, de cheiros de café e água de colônia. Minha pedra fundamental tem essas marcas gravadas em si e outras mais. É lugar de retorno, abrigo,
reconhecimentos. Fui forjada em pedra áspera, pontiaguda, irregular. Mas pelas mãos do ourives todas as arestas foram desbastadas, polidas, apaziguadas. A força do furacão domada por olhos cheios de paciência, de sabedoria e de silêncio. Minha fundação, o que melhor me traduz, o que me lembra a cada instante quem sou e de onde vim.